Quinta-feira, 2 de Outubro de 2008

ALCOOLÉMIA EM TAXA MÁXIMA

"Viemos cá falar dos Alcoolémia?!".
Eis a primeira questão que, curiosamente, foi colocada pelos entrevistados.
Boa pergunta! A julgar pelo início da conversa, estava previsto que esta seria uma entrevista no mínimo cheia de «boa onda» e risadas, onde se falou de música, relações e até de brigadeiros de chocolate.

Originários do concelho do Seixal, os Alcoolémia surgem em 1992 num grupo de cinco amigos que se juntaram numa garagem. Com o avançar do tempo e as coisas a tornarem-se sérias, o grupo de amigos deu lugar a um grupo de profissionais que, em 1995, lançou o seu primeiro álbum, «Não sei se mereço».
Em 1997 chega ao mercado português «Não há tretas», o segundo trabalho eléctrico do grupo, precedido por «Até onde», versão acústica. Manelito, guitarrista ritmo, recorda que "na altura estavam na moda os álbuns acústicos e fomos desafiados a lançar um CD dentro do género e aceitámos. Entretanto, tivemos alguns problemas com a editora e acabámos por nos desvincular, o que deu origem a um interregno que terminou o ano passado, altura em que lançámos o quarto álbum, «Alcoolémia»".
Em revista aos quatro álbuns editados, Manelito confessa que apesar de gostarem bastante do primeiro, porque lhes possibilitou entrar no grande círculo da música, "este último é melhor, está mais maduro".
Cantar em português há 15 anos.
Prestes a comemorar 16 anos, o grupo conta actualmente com sete membros, seis músicos e um DJ convidado que os acompanhou na gravação do álbum e, "se tiver espírito de aventura, poderá continuar com os Alcoolémia".
O rock português deu o mote logo desde inicio da formação.
"Xutos e Pontapés, Censurados, Peste & Sida, as bandas que existiam naquela altura, e algumas estrangeiras foram as nossas maiores influências e que ainda hoje se mantêm, apesar de cada músico que entra trazer experiências que dão um toque mais pessoal às nossas músicas", acrescenta.
Conhecidas que são as dificuldades do mercado da música em Portugal, os Alcoolémia conseguem sobreviver em parte graças ao público que os acompanha ao longo dos quase 16 anos em que têm cantado sempre em português.
"Conseguimos sobreviver na base de alguns amigos que criámos (não gosto do termo de fãs) e que gostam de nós, vão aos concertos e compram os CD´s. É a força que nos é transmitida pelo contacto com o público que nos ajuda a sobreviver.
É muito recompensador para nós quando acabamos um espectáculo e as pessoas vêm ter connosco para dois dedos de conversa e dizem que gostam do nosso trabalho. É isso que nos faz mover. Estar nos Alcoolémia é uma verdadeira aventura. Tem que se ter um certo espírito e darmo-nos bem uns com os outros, como em qualquer banda", relata Manelito. "Mas há dias que nos damos melhor que outros", acrescenta Pedro Madeira, guitarrista solo. Manelito caracteriza a vida de um músico português como sendo desgastante e emocionante. "Ás vezes até choramos", brinca Pedro.
"É muito difícil ser-se músico a 100 por cento em Portugal. Quem consegue estar no topo, leva muito tempo a lá chegar e esses sim, conseguem viver da música. Fazer uma carreira internacional é quase impensável. São muitos poucos os grupos portugueses que, mesmo a cantar em inglês, conseguem esse feito", refere Manelito.
Com a casa às costas
Muitos foram os concertos dos Alcoolémia em todo o país. "Mais de quinhentos", diz Manelito. "De todos esses espectáculos qual foi o que vos deu mais gozo?", perguntou o «Comércio do Seixal». Pedro Madeira não hesitou em responder "Wembley, em 89. Eu já lá estive várias vezes, eles é que não sabem" e a gargalhada foi geral."Foram tantos que é difícil escolher um. A praça Sony, o palco 25 Abril da Festa do Avante, embora nunca lá estivéssemos nessa ocasião, mas sim noutras iniciativas ocorridas naquele local, Fafe, em 99, para alguns milhares de pessoas.
Estarmos num festival e apareçer muita gente é diferente de ver ali uma multidão, porque temos a noção da quantidade de pessoas a que conseguimos chegar. Foi um dos concertos mais memoráveis", salienta Manelito. Mas o nosso sítio preferido é mesmo a garagem onde ensaiamos", atalhou Pedro.
"É o nosso local de cumplicidade", completa Manelito. Em agenda estão vários concertos que integram a tournée que vai percorrer o país de lés-a-lés. Manelito clarifica que "os espectáculos são marcados na sequência da promoção do álbum, o que nos indica que está a ter muito boa aceitação. Já esgotou a primeira edição do CD, foram vendidas 2000 cópias, e estamos a caminho da segunda.
Isto não está fácil. Conseguir um disco de ouro significa a venda de dez mil exemplares e quem os consegue vender, garante um bom ano. Mas mesmo assim não nos podemos queixar muito". O facto de serem «filhos do Seixal» despertou-nos a curiosidade e quizemos saber se os Alcoolémia têm concertos marcados para o concelho. "Os espectáculos são com agência, mas sei que há negociações para as festas de Verão no concelho, o que já é habitual. Afinal , não nos podemos esqueçer que nos aplicaram o termo de «ex-libris do Seixal». Sentimos que somos um orgulho para o concelho".
Como as grandes festas acontecem no Verão, os Alcoolémia aproveitam o Inverno para trabalhar nos álbuns e fazer espectáculos à porta fechada porque, conforme explicam os os guitarristas, "é complicado dar espectáculos ao ar livre o S. Pedro pode estragar tudo. O ano passado em pleno Verão, em Ferreira do Alentejo num concerto, caiu uma carrada de água e também já aconteçeu o mesmo em Castanheira de Pêra. Quando isso acontece, o público dispersa, ainda por cima se não tiver chapéu-de-chuva. São algumas peripécias desta vida".
Alcoolémia em novela portuguesa
Não poderíamos deixar de perguntar quais os planos dos Alcoolémia para o futuro. "Acabar", responde o Pedro em tom de brincadeira. "Não, depois de 16 anos, agora já não vale a pena ", contrapõe Manelito entre risos.
"Para já vamos fazer a promoção do álbum. Possivelmente, daqui a um mês lançamos o segundo single que ainda não sabemos qual vai ser. Em Agosto, vai estrear uma telenovela na SIC que inclui dosi temas nossos na banda sonora.
Vamos continuar a preparar os espectáculos para este ano, a fazer a conjugação das músicas deste álbum com as dos anteriores, e a analisar o feedback do público. Contamos ter ainda muitos espectáculos em 2009 e, talvez, em 2010 seja lançado o quinto álbum.
Vamos continuar a tournée, que a julgar pela adesão do público, vai decorrer até ao Verão de 2009. Se durar mais, ainda melhor porque é sinal que as coisas continuam a correr bem".
Numa mensagem ao público em geral, o Pedro e Manelito apelam para que "comprem discos e oiçam muita música portuguesa".
O contacto para espectáculos é Paulo Gil 214106111.
In Comércio do Seixal em 11 Abril, 2008

publicado por Alcoolémia às 23:32
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Ouve aqui a discografia dos Alcoolémia completa.

A Banda

ALCOOLÉMIA 2017:
João Beato (Voz)

Manelito (Guitarra ritmo/Voz)

Pedro Madeira (Guitarra solo/Voz)

Bruno M. Paiva (Baixo)

Marcio Monteiro (Bateria)


CONTACTO PARA ESPECTÁCULOS: Antonio Alves
E-mail: alcoolemia.boocking@gmail.com
Telefone- +351 965 697 667

Albuns

"Não sei se mereço" 1995



Gravado no estudio Heaven Sound
Técnico: João Martins
Misturas: João Martins e Alcoolémia
Produção: João Martins
Edição Digital: Zé Motor

-Não sei se mereço
-Até o mundo acabar
-Vizinha linguaruda
-Só tu e eu (uma história mal contada)
-509 (Instrumental)
-Curtir a vida
-Quero-te ver nua
-Batam com a cabeça no chão
-Intruja
-Não quero vida de militar
-Para quê sonhar

Festa de lançamento - Paradise Garage - Lisboa

Singles:
Para quê sonhar - Colecção Super Jovem


"Não há tretas" 1997



Gravado no estudio Tcha Tcha Tcha
Técnico: Rui Dias
Produtor: João Martins
Concepção e design gráfico: Dupla
Fotografia: Darin Pappas

-Nem às paredes confesso
-Portugal o nosso país
-Apostei... o carro...
-Cuidado... o diabinho anda à solta
-Fugir para quê
-Tenho medo, diz uma criança
-Quero protestar
-A minha sorte não quer mudar
-Sinto falta de uma mulher
-Hoje é dia para desbundar
-Morrer devagar

Participações especiais:
"Portugal o nosso país", "Apostei... o carro...",
"Fugir para quê", "Morrer devagar" - Teclas: Alexandre Dinis
"Portugal o nosso país", "Quero protestar",
"Morrer devagar" - Coros: Fernanda Lopes e Laura Pereira
"Apostei... o carro..." - Guitarra: Rui Dias


Apresentação para a imprensa na Casa do Vinho do Porto no Bairro Alto com a presença na Guitarra Portuguesa de Antonio Chainho

Festa de lançamento - Rock City - Lisboa

Singles:
"Portugal o nosso país" - distribuido gratuitamente dia 10 Junho
Para rádios, com 3 temas:
"Fugir para quê"
"Nem às paredes confesso"
"Cuidado... o diabinho anda à solta"

"Até onde" (acústico)" 1998



Gravado no estudio Namouche e Um só Céu.
Engenheiros de som: João Pedro de Castro e Jonathan Miller.
Misturas: Estúdios Um só Céu em Maio e Junho de 1998.
Engenheiro assistente: Cláudio Silva
Masterização: Estúdios Áudio Pró por Paulo Jorge
Produção: Jonathan Miller
Concepção e Design Gráficos: Dupla
Fotografia: Paulo Moreira


-Até onde posso ir
-Quero protestar
-Portugal o nosso país
-Quem és tu
-Sinto falta de uma mulher
-Só tu e eu (uma história mal contada)
-Para quê sonhar
-Não sei se mereço
-Fugir para quê
-Morrer devagar

Musicos convidados:
"Portugal o nosso País" - Guitarra Portuguesa: Custódio Castelo; Coros: Catarina Pereira; Violoncelo: Pedro Gonçalves

"Até onde posso ir" e "Morrer devagar" - Violino: Nuno Flores (ex-Quinta do Bill)
"Quero protestar" - Violino: Jorge Gonçalves; 2ª voz Diego Gil (FLOOD)

"Quem és tu" - Violino: Jorge Gonçalves

"Só tu e eu (uma historia mal contada)" - Flauta: Joaquim Santos

"Para quê sonhar" - Percurssão: Castora (ex-DELFINS)

"Festa de lançamento - Freiras - Moita
Singles:
"Para rádios, com 1 tema: "Quero protestar"

"Alcoolémia" 2007



Gravado no Rockstudio entre Janeiro e Maio de 2007, por João Miranda/Alcoolémia, assistente Ivo Gancho.

Misturado por António Pinheiro da Silva e Pedro Madeira em Maio de 2007, colaboração de Jorge Miranda.

Masterizado por Joe Gastwirt no J.G. Mastering em Julho de 2007 em Los Angeles U.S.A.

Concepção e Design Gráfico: Nelson Carmo e Jorge Miranda.

Logo Alcoolémia: Jorge Simão (Devir) colaboração Manelito.

Fotografia: Antonio Gamito no ST Terrasse - AMORA.

Bateria gravada por Rui Freire.

- Já e tempo... (desta cidade acordar).
- Tudo o que quero ter.
- Há quanto tempo ando aqui.
- São sempre os mesmos.
- Fico à espera...(quero ver o fim).
- O mundo não é!
- Queria roubar-te um beijo.
- A musica nacional (vamos tirá-la da sombra)
- Areia de pedras salgadas
- Chiclete (cover rock do tema dos Taxi)

Musicos convidados:
"O mundo não é" - Violoncelo Davide Zaccaria.

"São sempre os mesmos" e "A musica nacional (vamos tirá-la da sombra)" scratch por DJ X-Acto.

"A musica nacional (vamos tirá-la da sombra)" - saxofone tenor Carlos Sousa, trompete Helder Lopes, saxofone alto Paulo Horta, trombone Bruno Encarnação.
"Tudo o que quero ter" arranjos adicionais de guitarra João Miranda.


"Palma da Mão" 2014



- Mil Uns de Abril
- Palma da Mão
- Forasteiro Gaibéu
- Ponto de Fuga
- Leva-me Onde Quiseres
- Grandes Feitos
- Alma Rock
- Derrotas da Paixão
- I + I = 4
- P.A.I.

Credits & Notes: - João Beato (vocals and guitar), Pedro Madeira (guitar), Manelito (guitar), Nuno Pereira (bass), Ivo Martins (drums) and Carlos Sousa (sax)
- Additional guest performances by Carlos Cardoso (bass), Duarte Carvalho (drums), Paulo Borges (piano, Hammond and keys), Rute Lopes (backing vocals), Cátia Amorim (backing vocals) and Davide Zaccaria (cello)
- Produced by Pedro Madeira
- Recorded and mixed by Pedro Madeira and João Miranda at Rockstudio (Feijó)
- Mastered by Tó Pinheiro and Pedro Madeira
- Artwork and layout by sELF mADE mAN
- Photos by Paulo Antunes and João Beato
- Music by Pedro Madeira, Manelito and João Beato
- Lyrics by João Beato except "Alma Rock" and "Derrotas da Paixão" by Hugo Costa

COLÊCTANEAS, TEMA, EDITORA:

Heróis do Rock - "Não sei se mereço" - VIDISCO 1997



A Idade do Pecado - "Não sei se mereço" - BMG 1996



Exctamation - "Não sei se mereço"- BMG 1997



Pop Rock - "Não sei se mereço"- BMG 1998



Não sei se mereço - "Não sei se mereço" - MOVIEPLAY 2004



Portugal Pop - "Portugal o nosso país" - BMG 1997



Heróis do Rock - Sou metade sem ti - "Portugal o nosso país" - VIDISCO 1998



Homem do Leme - "Portugal o nosso país" - MOVIEPLAY 2004



Rua do Carmo - "Quero Protestar" - MOVIEPLAY 2004

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Novidades dos Alcoolémia

Os Alcoolémia vão editar no primeiro trimestre de 2017 o seu 6º álbum com versões de temas dos álbuns anteriores que contam com participações especiais de vários artistas, que servirá de suporte para a Tour Comemorativa dos 25 anos de carreira da banda.

Espetáculos para 2017

25 Fevereiro -Re-Censurados pelas 22 Horas, Alcoolémia pelas 00 Horas, no Popular Alvalade - Lisboa.
22 Abril - Alcoolémia + Suspeitos dos Costume + banda convidada, Odemira (Festejos 25 Abril).
12 Agosto - Festas Ladoeiro - Castelo Branco.

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